“VEM”
AUTOR: Luiz Santos
Não, não me deixe sofrer para sempre
Não esqueça que também sou gente
E também tenho sentimentos.
Vem e traga contigo o teu amor,
Tão carente do teu calor
Não suporto mais, esta dor.
Eu fiz de mim um embriagado
Entregue ao sabor da própria sorte
Rejeitado e condenado
A olhar sem lutar
A minha própria morte.
Quando partiste só deixaste a saudade
Que por maldade, impera cruel e soberana
Nos lençóis da nossa cama
Trocou todo perfume,
Em suor, no azedume do bagaço de cana.
Vem para os meus braços agora
Porque não vejo à hora
De findar com todo meu sofrer
Vem e nunca mais vá embora
É que eu também preciso sobreviver.
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domingo, 8 de junho de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
"AMOR PASSADO"
"AMOR PASSADO"
AUTOR: LUIZ SANTOS
A garota que eu amava, era tudo perfeito.
Adorava aquele jeito, que da perna esquerda puxava
E também olhava
Para os dois lados de uma só vez.
Desfez, da cor natural dos cabelos
E com silicone enxertou muitas partes do corpo.
Passou a usar um nome suposto. No rosto, modificou a boca,
Os olhos e o nariz.
Corrigiu os seios, encheu o bumbum. Colocou unhas postiças
E fez bronzeado artificial.
Já me falaram que o amor é cego, eu nego.
Controvérsias de opinião.
O amor é inconsciente se diz animal e irracional.
Ela também usava roupas extravagantes o ano inteiro,
Para ela, carnaval não era só fevereiro. Purpurinas,
Serpentinas, confetes enfeitavam seu mundo de periguete.
E nesse perigo vivia contente, olhando sempre pra frente.
A perambular pela estrada da vida, seguida por quem outra vez se apaixonar.
Fiquei eu distante, só eu e meus sentimentos, lembranças de sua alegria me consola,
E me impedi de chorar.
Aprendi, que não se deve lamentar um amor passado e sim, conservar guardado
a felicidade que viveu ao seu lado. No amor não existe defeito, o artificial é um jeito, do jeito de amar.
AUTOR: LUIZ SANTOS
A garota que eu amava, era tudo perfeito.
Adorava aquele jeito, que da perna esquerda puxava
E também olhava
Para os dois lados de uma só vez.
Desfez, da cor natural dos cabelos
E com silicone enxertou muitas partes do corpo.
Passou a usar um nome suposto. No rosto, modificou a boca,
Os olhos e o nariz.
Corrigiu os seios, encheu o bumbum. Colocou unhas postiças
E fez bronzeado artificial.
Já me falaram que o amor é cego, eu nego.
Controvérsias de opinião.
O amor é inconsciente se diz animal e irracional.
Ela também usava roupas extravagantes o ano inteiro,
Para ela, carnaval não era só fevereiro. Purpurinas,
Serpentinas, confetes enfeitavam seu mundo de periguete.
E nesse perigo vivia contente, olhando sempre pra frente.
A perambular pela estrada da vida, seguida por quem outra vez se apaixonar.
Fiquei eu distante, só eu e meus sentimentos, lembranças de sua alegria me consola,
E me impedi de chorar.
Aprendi, que não se deve lamentar um amor passado e sim, conservar guardado
a felicidade que viveu ao seu lado. No amor não existe defeito, o artificial é um jeito, do jeito de amar.
"INCOMPATIBILIDADE"
“INCOMPATIBILIDADE”
AUTOR: Luiz Santos
Foi melhor terminar, que sofrer o amargor.
Sem limite a dor, desprezou nossos sentimentos.
Eu lamento, na verdade nada foi planejado,
Não vamos apontar culpado, nesse caso
Não há condenado.
Deu errado
A união da nossa parceria
Nem eu e você não sabíamos
Nossos pólos são da mesma energia.
Incompatíveis talvez, infidelidade se fez
Desse amor só migalha paixão
Quanta decepção, inconveniente
Corações delinqüentes, cada qual lado a lado
Como dois paralelos, seguir em frente.
Porque não se faz corrente
Sem saber, unir os elos.
AUTOR: Luiz Santos
Foi melhor terminar, que sofrer o amargor.
Sem limite a dor, desprezou nossos sentimentos.
Eu lamento, na verdade nada foi planejado,
Não vamos apontar culpado, nesse caso
Não há condenado.
Deu errado
A união da nossa parceria
Nem eu e você não sabíamos
Nossos pólos são da mesma energia.
Incompatíveis talvez, infidelidade se fez
Desse amor só migalha paixão
Quanta decepção, inconveniente
Corações delinqüentes, cada qual lado a lado
Como dois paralelos, seguir em frente.
Porque não se faz corrente
Sem saber, unir os elos.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
sábado, 23 de novembro de 2013
terça-feira, 20 de novembro de 2012
"APRENDER VALE MAIS"
“APRENDER VALE MAIS”
AUTOR: LUIZ SANTOS
Não foi em vão oferecer meu carinho lutar contra monstros invisíveis no mundo nebuloso em que vivias o que parecia decretado, as noites de orgias. No recanto sombrio ao fundo daquele bar, lá ela estava sentada à mesa a cerveja gelada, no gole amargo tal qual a noite.
Mesmo o sorriso aparente, não impedia de ver-se o véu Transparente e sofrido no rosto estampado.
Pedi licença para sentar-me ao seu lado, assim concedido com um gesto acenado, agradeci com muito obrigado.
No início do entendimento acanhado, entre nós, poucas palavras se ouviam.
Sem mesmo saber dali pra frente o que seria, ao garçom outra cerveja pedi e aí o relacionamento foi aos poucos se soltando. Logo percebi que se tratava de uma pessoa diferente, muito especial e com uma sabedoria infinda.
Eu que apenas queria uma noite de orgia, pasmei surpreso.
Então fiquei a ouvi-la quase sem interrupção e em cada frase uma nova história surgia de monstros invisíveis da noite. Que entravam e saiam, sem despedida, carinho ou gratidão. Dos quais recebia apertando nas mãos o preço amargo da decepção. E murmurou: Assim é a prostituição.
As horas avançavam a noite à dentro, ao encontro da madrugada, que testemunhava em silêncio as experiências vividas e contadas por ela, naquela mesa de bar.
Por alguns instantes, uma pausa. Assim permanecemos e ao garçom, mais uma cerveja pedi e uns petiscos para acompanhar. SUSSURREI:- NINGUÉM NADA PODE MUDAR SE NÃO PERSISTIR EM TENTAR. Ela repetiu a frase, como se quisesse gravar na memória.
Ao despontar do sol alertando para chegada de um novo dia,
Paguei a despesa, inclusive sua companhia que sem contestar recebeu, afinal era de o que vivia.
Saímos do bar e o calçadão da vida nos esperava entrelaçando pessoas em todas as direções. Decidimos nos despedir antes de mergulharmos a ele e seguirmos nossos caminhos adversos.
Mas sai dali na certeza de levar comigo muito mais do que o preço da despesa daquela noite sem sexo sem gozo, sem orgia.
O ensinamento de tanto conhecimento, o experimento de aprender com quem jamais esperava de quem só o corpo se pagava e que era a mercadoria que ela vendia.
Sim, aprendi a respeitar mais as pessoas, não pelo que elas fazem, mas sim pelo que elas são: Um ser humano, uma vida.
AUTOR: LUIZ SANTOS
Não foi em vão oferecer meu carinho lutar contra monstros invisíveis no mundo nebuloso em que vivias o que parecia decretado, as noites de orgias. No recanto sombrio ao fundo daquele bar, lá ela estava sentada à mesa a cerveja gelada, no gole amargo tal qual a noite.
Mesmo o sorriso aparente, não impedia de ver-se o véu Transparente e sofrido no rosto estampado.
Pedi licença para sentar-me ao seu lado, assim concedido com um gesto acenado, agradeci com muito obrigado.
No início do entendimento acanhado, entre nós, poucas palavras se ouviam.
Sem mesmo saber dali pra frente o que seria, ao garçom outra cerveja pedi e aí o relacionamento foi aos poucos se soltando. Logo percebi que se tratava de uma pessoa diferente, muito especial e com uma sabedoria infinda.
Eu que apenas queria uma noite de orgia, pasmei surpreso.
Então fiquei a ouvi-la quase sem interrupção e em cada frase uma nova história surgia de monstros invisíveis da noite. Que entravam e saiam, sem despedida, carinho ou gratidão. Dos quais recebia apertando nas mãos o preço amargo da decepção. E murmurou: Assim é a prostituição.
As horas avançavam a noite à dentro, ao encontro da madrugada, que testemunhava em silêncio as experiências vividas e contadas por ela, naquela mesa de bar.
Por alguns instantes, uma pausa. Assim permanecemos e ao garçom, mais uma cerveja pedi e uns petiscos para acompanhar. SUSSURREI:- NINGUÉM NADA PODE MUDAR SE NÃO PERSISTIR EM TENTAR. Ela repetiu a frase, como se quisesse gravar na memória.
Ao despontar do sol alertando para chegada de um novo dia,
Paguei a despesa, inclusive sua companhia que sem contestar recebeu, afinal era de o que vivia.
Saímos do bar e o calçadão da vida nos esperava entrelaçando pessoas em todas as direções. Decidimos nos despedir antes de mergulharmos a ele e seguirmos nossos caminhos adversos.
Mas sai dali na certeza de levar comigo muito mais do que o preço da despesa daquela noite sem sexo sem gozo, sem orgia.
O ensinamento de tanto conhecimento, o experimento de aprender com quem jamais esperava de quem só o corpo se pagava e que era a mercadoria que ela vendia.
Sim, aprendi a respeitar mais as pessoas, não pelo que elas fazem, mas sim pelo que elas são: Um ser humano, uma vida.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
"DIVINA MUSA"
“DIVINA MUSA”
AUTOR: Luiz Santos
Debruçado ao parapeito da janela
À espera, lá vem ela,
Minha rua passarela, da modelo escultural.
Passos marcados, compassados.
Alinhado requebrado, no desfile matinal.
Tu és tão bela
Elegância natural.
Divina musa singeleza deslumbrante
Teu perfil, o teu semblante, atraente sedutor.
Destaque tão relevante, sutileza.
Obra prima fascinante, condutora do amor.
Quem te vê guarda pra sempre,
Impossível te esquecer uma deusa é diferente.
Feche os olhos, está na mente tua imagem permanecer.
Beleza rara, não se compara.
Ninguém iguala a gente sente.
AUTOR: Luiz Santos
Debruçado ao parapeito da janela
À espera, lá vem ela,
Minha rua passarela, da modelo escultural.
Passos marcados, compassados.
Alinhado requebrado, no desfile matinal.
Tu és tão bela
Elegância natural.
Divina musa singeleza deslumbrante
Teu perfil, o teu semblante, atraente sedutor.
Destaque tão relevante, sutileza.
Obra prima fascinante, condutora do amor.
Quem te vê guarda pra sempre,
Impossível te esquecer uma deusa é diferente.
Feche os olhos, está na mente tua imagem permanecer.
Beleza rara, não se compara.
Ninguém iguala a gente sente.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
"ORGULHO"
“ORGULHO”
AUTOR: Luiz Santos
Orgulho: Por que, Pra que?
Quem nunca pediu ajuda?
Valha-me “Deus” acuda.
E até pagou mico na festa de alguém
Por falta de informação, arrumou confusão.
Foi além, pra fazer presença pediu emprestado sem ter como pagar, viajou de carona, no bolso sem um vintém
Mentiu prometendo ajudar, só para não ficar por baixo.
Fez xixi fora do pinico, pulou a cerca,
Recebeu troco a mais e não devolveu.
Esqueceu de agradecer a mão amiga
Quando deu a volta por cima.
Já jogou e perdeu. E o orgulho?
Outra vez diz que sai na urina, que “Deus” mais tem pra dar.
Na dose à bebida, passou do limite
E botou pelo ladrão.
Até pensa em pedir perdão no mal causado a alguém e ter prejudicado.
O engraçado, é que somos assim, (donos da razão).
Temos defeitos, mais somos perfeitos,
Gostamos de sermos os centros das atenções.
Não somos otários, aliás: Somos mais malandros, mais espertos.
Nossos pensamentos sempre são os certos,
Ninguém irá nos provar o contrário.
Vaidosos: Enxergamos os defeitos dos outros,
Nunca os nossos próprios erros.
Ah! Esse orgulho!
Por que, pra que?
Penso não é necessário.
E até mesmo agora, nesse momento
Em que esse artigo você lê
Haverá discordância
Porque isso faz parte da natureza humana.
As verdades são somente nossas,
É que não conseguimos mentir para nós mesmos
E discordamos de tudo apenas por implicância.
AUTOR: Luiz Santos
Orgulho: Por que, Pra que?
Quem nunca pediu ajuda?
Valha-me “Deus” acuda.
E até pagou mico na festa de alguém
Por falta de informação, arrumou confusão.
Foi além, pra fazer presença pediu emprestado sem ter como pagar, viajou de carona, no bolso sem um vintém
Mentiu prometendo ajudar, só para não ficar por baixo.
Fez xixi fora do pinico, pulou a cerca,
Recebeu troco a mais e não devolveu.
Esqueceu de agradecer a mão amiga
Quando deu a volta por cima.
Já jogou e perdeu. E o orgulho?
Outra vez diz que sai na urina, que “Deus” mais tem pra dar.
Na dose à bebida, passou do limite
E botou pelo ladrão.
Até pensa em pedir perdão no mal causado a alguém e ter prejudicado.
O engraçado, é que somos assim, (donos da razão).
Temos defeitos, mais somos perfeitos,
Gostamos de sermos os centros das atenções.
Não somos otários, aliás: Somos mais malandros, mais espertos.
Nossos pensamentos sempre são os certos,
Ninguém irá nos provar o contrário.
Vaidosos: Enxergamos os defeitos dos outros,
Nunca os nossos próprios erros.
Ah! Esse orgulho!
Por que, pra que?
Penso não é necessário.
E até mesmo agora, nesse momento
Em que esse artigo você lê
Haverá discordância
Porque isso faz parte da natureza humana.
As verdades são somente nossas,
É que não conseguimos mentir para nós mesmos
E discordamos de tudo apenas por implicância.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
"DOUTRINA DE AMAR"
“DOUTRINA DE AMAR”
AUTOR: Luiz Santos
Tua ternura acalma,
Tal qual a flor,
Suavidade da alma.
Brandura cristalina
Emanante brilha,
A luz reluzente
Transparente energia.
Que és guia permanente,
Que trilha.
Que o equilíbrio conduz
A serenidade sutil,
A um mero servil,
Ser gentil. Não faz diferença à nobreza.
Que a riqueza é a pureza divina,
Que ensina a doutrina de amar;
Aos outros como o próprio eu,
Não aos meus, nem aos teus.
Mas todos, que em ti assemelha.
Porque também és,
Do teu Deus.
A centelha.
AUTOR: Luiz Santos
Tua ternura acalma,
Tal qual a flor,
Suavidade da alma.
Brandura cristalina
Emanante brilha,
A luz reluzente
Transparente energia.
Que és guia permanente,
Que trilha.
Que o equilíbrio conduz
A serenidade sutil,
A um mero servil,
Ser gentil. Não faz diferença à nobreza.
Que a riqueza é a pureza divina,
Que ensina a doutrina de amar;
Aos outros como o próprio eu,
Não aos meus, nem aos teus.
Mas todos, que em ti assemelha.
Porque também és,
Do teu Deus.
A centelha.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
"OS DESENCANTADOS"
“OS DESENCANTADOS”
AUTOR: Luiz Santos
Orgias eram sós ilusões.
Sozinhos não se fazem paixão.
Desluzidos de tudo
Esperanças perdidas.
Sombria em uma noite infinda
Esquecidos em um canto ao léu.
Nada era tão vago
Como a madrugada fria,
Açoite do vento batia.
Nos rostos daqueles noturnos.
Taciturnos calados seguiam.
Amantes desacreditados
Desencantados então,
Onde moravam sós, com a
Solidão.
AUTOR: Luiz Santos
Orgias eram sós ilusões.
Sozinhos não se fazem paixão.
Desluzidos de tudo
Esperanças perdidas.
Sombria em uma noite infinda
Esquecidos em um canto ao léu.
Nada era tão vago
Como a madrugada fria,
Açoite do vento batia.
Nos rostos daqueles noturnos.
Taciturnos calados seguiam.
Amantes desacreditados
Desencantados então,
Onde moravam sós, com a
Solidão.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
"FINGINDO SER FELIZ"
“FINGINDO SER FELIZ”
AUTOR: Luiz Santos
Remoído de saudade, choro pelos cantos.
Muito embora a lembrança alimentasse a esperança
De o meu pranto acalmar.
Meu amor tão intenso e verdadeiro fez de mim um prisioneiro,
Que de dó, até hoje faz penar.
Fingindo de ser feliz agora, no chorar que me consola
Da amargura no meu peito.
Mesmo sabendo que as lágrimas, não depuram os defeitos.
Deixo-as rolarem, no desabafo que alivia a dor do tempo,
Que no passado se perdeu.
Ao vento, ainda sinto o cheiro teu.
Tua imagem ainda brilha em sonhos meus.
Coração acelera e bate mais forte,
Quando lembro o calor do teu corpo no meu
Mas, não posso viver de passado e nem de sonhos.
Gostaria de ter comigo agora, ao meu lado
E não mais chorar como um condenado, a sofrer por esse mundo afora.
Deixar de fingir, que sou feliz agora.
AUTOR: Luiz Santos
Remoído de saudade, choro pelos cantos.
Muito embora a lembrança alimentasse a esperança
De o meu pranto acalmar.
Meu amor tão intenso e verdadeiro fez de mim um prisioneiro,
Que de dó, até hoje faz penar.
Fingindo de ser feliz agora, no chorar que me consola
Da amargura no meu peito.
Mesmo sabendo que as lágrimas, não depuram os defeitos.
Deixo-as rolarem, no desabafo que alivia a dor do tempo,
Que no passado se perdeu.
Ao vento, ainda sinto o cheiro teu.
Tua imagem ainda brilha em sonhos meus.
Coração acelera e bate mais forte,
Quando lembro o calor do teu corpo no meu
Mas, não posso viver de passado e nem de sonhos.
Gostaria de ter comigo agora, ao meu lado
E não mais chorar como um condenado, a sofrer por esse mundo afora.
Deixar de fingir, que sou feliz agora.
sexta-feira, 30 de março de 2012
"PRA VARIAR"
PRA VARIAR
AUTORES: LUIZ SANTOS E ISMAEL CAMILLO
Pra variar
Vou dizer que te amo
Pra variar
Vou fazer tua cabeça
Pra variar
Aconteça o que aconteça
Mais eu digo que te amo
Te amo te amo pra variar.
Vou fazer voltar o tempo
Aonde não havia dor
Viajando contra o vento
Para onde quer que eu vá
Novamente sentir o perfume
Do teu corpo sedutor
Reviver nosso passado
Outra vez fazer amor.
LUIZ SANTOS
AUTORES: LUIZ SANTOS E ISMAEL CAMILLO
Pra variar
Vou dizer que te amo
Pra variar
Vou fazer tua cabeça
Pra variar
Aconteça o que aconteça
Mais eu digo que te amo
Te amo te amo pra variar.
Vou fazer voltar o tempo
Aonde não havia dor
Viajando contra o vento
Para onde quer que eu vá
Novamente sentir o perfume
Do teu corpo sedutor
Reviver nosso passado
Outra vez fazer amor.
LUIZ SANTOS
domingo, 2 de outubro de 2011
"CATADOR, CONTADOR DE VIDA"
“CATADOR, CONTADOR DE VIDA.”
AUTOR: Luiz Santos
Naquela noite fria, o abrigo da gente nos protegia em nossas intimidades,
O vento lá fora, em nossos ouvidos zumbia
E a frágil parede de madeira do nosso casebre tremia
Com a força daquela tempestade.
Parecia um dilúvio, daqueles que seu manto negro, cobria por todo a nossa cidade.
Trovões ensurdecedores raiavam o céu com lampejos,
Ao mesmo tempo bonitos e assustadores.
Eu a mulher e a filharada, num canto da casa juntinho oravam
E pelas frestas das tábuas da parede olhávamos o que lá fora acontecia. E lá se via.
Nosso carrinho de roda bilha e fundo de uma velha geladeira,
Que de água se enchia e transbordava (como se fosse banheira)
Ele que é o nosso sustento, o alimento da nossa sobrevivência.
Papel, garrafa e latinha eram o que nos mantinha acima da linha de total falência.
Nosso medo era de perder o pouco que se tinha
E a nossa agonia aumentava, ao perceber que ao redor, tudo se alagava.
Já era alta madrugada, quando a chuva parou e a água aos poucos baixou.
Mesmo sendo assustador o temporal daquela noite,
O dia surgiu sorrindo aos primeiros raios de sol. E não houve muitos estragos.
Minha fortuna estava preservada. A família, o casebre e até o carrinho,
Resistiram àqueles momentos amargos.
Pela manhã deparamos com o solo ainda muito encharcado,
O carrinho de rodas de bilhas enterradas na lama.
Sem fazer drama, exclamei! Hoje não vou trabalhar!
Peguei algumas moedas que tinha no fundo do bolso e pedi
Para o filho mais velho, o pão ir buscar.
Enquanto a mulher o café da manhã preparava,
Eu e o restante da criançada, olhando o carrinho de fundo de geladeira,
(que parece banheira) com aquela água que Deus nos mandou e que transbordava.
Duas vezes não deram pra pensar, todos em um só pensamento,
Apenas queria ser o primeiro a chegar e nela mergulhar.
Naquela banheira que virou piscina.
É no passar do tempo que a vida nos ensina, que felicidade não tem preço
E não há dinheiro que pague, por isso, é de graça.
Ao lembrar-me da noite passada, fria e assustadora, lembrei também no ditado que diz: Que depois da tempestade vem sempre a bonança.
E reaviva esperança de um novo dia brilhar, assim como a felicidade que nos olhos da gente se via, que o tempo dedicado ao trabalho impedia no amor da minha família abrigar. Como posso protestar a sorte?
Se Deus me fez forte pra viver o desafio de toda essa experiência?
Sou catador de papel, garrafa e latinha, não de grilhões em ouro, porque meu tesouro
Fez de mim residência e na minha existência, só faço o que o destino me diz.
E hoje, não sou pobre, porque sou feliz.
AUTOR: Luiz Santos
Naquela noite fria, o abrigo da gente nos protegia em nossas intimidades,
O vento lá fora, em nossos ouvidos zumbia
E a frágil parede de madeira do nosso casebre tremia
Com a força daquela tempestade.
Parecia um dilúvio, daqueles que seu manto negro, cobria por todo a nossa cidade.
Trovões ensurdecedores raiavam o céu com lampejos,
Ao mesmo tempo bonitos e assustadores.
Eu a mulher e a filharada, num canto da casa juntinho oravam
E pelas frestas das tábuas da parede olhávamos o que lá fora acontecia. E lá se via.
Nosso carrinho de roda bilha e fundo de uma velha geladeira,
Que de água se enchia e transbordava (como se fosse banheira)
Ele que é o nosso sustento, o alimento da nossa sobrevivência.
Papel, garrafa e latinha eram o que nos mantinha acima da linha de total falência.
Nosso medo era de perder o pouco que se tinha
E a nossa agonia aumentava, ao perceber que ao redor, tudo se alagava.
Já era alta madrugada, quando a chuva parou e a água aos poucos baixou.
Mesmo sendo assustador o temporal daquela noite,
O dia surgiu sorrindo aos primeiros raios de sol. E não houve muitos estragos.
Minha fortuna estava preservada. A família, o casebre e até o carrinho,
Resistiram àqueles momentos amargos.
Pela manhã deparamos com o solo ainda muito encharcado,
O carrinho de rodas de bilhas enterradas na lama.
Sem fazer drama, exclamei! Hoje não vou trabalhar!
Peguei algumas moedas que tinha no fundo do bolso e pedi
Para o filho mais velho, o pão ir buscar.
Enquanto a mulher o café da manhã preparava,
Eu e o restante da criançada, olhando o carrinho de fundo de geladeira,
(que parece banheira) com aquela água que Deus nos mandou e que transbordava.
Duas vezes não deram pra pensar, todos em um só pensamento,
Apenas queria ser o primeiro a chegar e nela mergulhar.
Naquela banheira que virou piscina.
É no passar do tempo que a vida nos ensina, que felicidade não tem preço
E não há dinheiro que pague, por isso, é de graça.
Ao lembrar-me da noite passada, fria e assustadora, lembrei também no ditado que diz: Que depois da tempestade vem sempre a bonança.
E reaviva esperança de um novo dia brilhar, assim como a felicidade que nos olhos da gente se via, que o tempo dedicado ao trabalho impedia no amor da minha família abrigar. Como posso protestar a sorte?
Se Deus me fez forte pra viver o desafio de toda essa experiência?
Sou catador de papel, garrafa e latinha, não de grilhões em ouro, porque meu tesouro
Fez de mim residência e na minha existência, só faço o que o destino me diz.
E hoje, não sou pobre, porque sou feliz.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
"VOCÊ"
“VOCÊ”
AUTOR: Luiz Santos
Não sei falar de outra coisa
Que não seja você
Que ocupa meu tempo
Todo meu pensamento
E me faz esquecer o meu ser.
Não me trato, ando maltrapilho,
Sem destino, sem almoço, perdi o apetite.
Um trapo.
Estou só no osso.
Uma tosse parece bronquite.
Parei o trabalho.
Não quero compromisso, eu falho.
Não cuido de mim.
Enfim, só penso, só ouço, só vejo você.
Que é meu alimento, o sustento em meu viver.
Parece loucura
Mas, que não quero a cura, só pra não lhe perder.
E para sempre ter no remédio,
A doçura de você.
Nesse amor que não me basta falar,
Tenho que escrever pra imortalizar
Esse meu sentimento.
Porque no papel, o que se declara,
Nele se agarra.
AUTOR: Luiz Santos
Não sei falar de outra coisa
Que não seja você
Que ocupa meu tempo
Todo meu pensamento
E me faz esquecer o meu ser.
Não me trato, ando maltrapilho,
Sem destino, sem almoço, perdi o apetite.
Um trapo.
Estou só no osso.
Uma tosse parece bronquite.
Parei o trabalho.
Não quero compromisso, eu falho.
Não cuido de mim.
Enfim, só penso, só ouço, só vejo você.
Que é meu alimento, o sustento em meu viver.
Parece loucura
Mas, que não quero a cura, só pra não lhe perder.
E para sempre ter no remédio,
A doçura de você.
Nesse amor que não me basta falar,
Tenho que escrever pra imortalizar
Esse meu sentimento.
Porque no papel, o que se declara,
Nele se agarra.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
"MÃOS"
“MÃOS”
AUTOR: Luiz Santos
Nascido no amor de meus pais, por Deus concebido,
Aprendi a amar muito cedo.
Da delicadeza das flores
Ao peso concentrado das rochas.
Das águas cristalinas, a pureza do ar.
Meus olhos encantado com a natureza
Tudo ao redor a observar.
Admirado com o que encontrei me perguntei. Como conservar?
No passar do tempo cresci
E em tudo vi ser chamado de moderno.
De um simples terno, as roupas extravagantes e escandalosas,
Sempre é estar na moda.
O poeta ainda escreve prosa e trovas em poesias.
Mas os tempos modernos, as mãos muito mais exigiam.
O toque do dedo ao botão,
Movimenta a era digital da tecnologia.
Volto a me perguntar. O que fazer?
Deixar o mundo em seu eixo girar
Na viagem do seu próprio curso? Ou,
Manifestar o desejo de preservar no amor de meus pais,
O que aqui encontrei? Não sei.
Afinal, quando nasci, o homem já era progresso, já era moderno.
Mas sei que vou continuar a amar a natureza,
Admirar a tecnologia, a capacidade do homem
Gerir mais uma nova criação.
Com seus longos dedos, o poder das mãos em criar,
Preservar e amar.
Passar adiante, tudo que me foi ensinado.
Porque na vida o valor do amor,
Sempre é, e sempre será quando partilhado.
Em um simples aperto de mãos,
Amar e ser amado.
AUTOR: Luiz Santos
Nascido no amor de meus pais, por Deus concebido,
Aprendi a amar muito cedo.
Da delicadeza das flores
Ao peso concentrado das rochas.
Das águas cristalinas, a pureza do ar.
Meus olhos encantado com a natureza
Tudo ao redor a observar.
Admirado com o que encontrei me perguntei. Como conservar?
No passar do tempo cresci
E em tudo vi ser chamado de moderno.
De um simples terno, as roupas extravagantes e escandalosas,
Sempre é estar na moda.
O poeta ainda escreve prosa e trovas em poesias.
Mas os tempos modernos, as mãos muito mais exigiam.
O toque do dedo ao botão,
Movimenta a era digital da tecnologia.
Volto a me perguntar. O que fazer?
Deixar o mundo em seu eixo girar
Na viagem do seu próprio curso? Ou,
Manifestar o desejo de preservar no amor de meus pais,
O que aqui encontrei? Não sei.
Afinal, quando nasci, o homem já era progresso, já era moderno.
Mas sei que vou continuar a amar a natureza,
Admirar a tecnologia, a capacidade do homem
Gerir mais uma nova criação.
Com seus longos dedos, o poder das mãos em criar,
Preservar e amar.
Passar adiante, tudo que me foi ensinado.
Porque na vida o valor do amor,
Sempre é, e sempre será quando partilhado.
Em um simples aperto de mãos,
Amar e ser amado.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
"LOUCURAS SEM VOCÊ"
“LOUCURAS SEM VOCÊ”
AUTOR: Luiz Santos
Achei que nosso amor fosse perene
E caí nos braços da loucura quando descobri o engano,
De insano que me fez profano,
Desacreditei até do divino.
Por quê?... Perguntei.
Se o amor é sublime?
Que me ensine, a viver sem você.
No embargo desse direito, outra vez perguntei.
O que é perfeito?
Se o sentimento não vê.
No pecado do vício assolador, entreguei-me, em busca de uma explicação.
Pereci mais ainda, com a solidão assustadora.
Fui ao chão, maltrapilho à sarjeta.
Devasso, ao fundo do poço mergulhado,
Sem forças para reerguer.
Esquecer, quem sabe? Talvez.
Ou continuar na loucura de viver sem você
E deixar terminar o amor
Que resta em mim
E morrer.
AUTOR: Luiz Santos
Achei que nosso amor fosse perene
E caí nos braços da loucura quando descobri o engano,
De insano que me fez profano,
Desacreditei até do divino.
Por quê?... Perguntei.
Se o amor é sublime?
Que me ensine, a viver sem você.
No embargo desse direito, outra vez perguntei.
O que é perfeito?
Se o sentimento não vê.
No pecado do vício assolador, entreguei-me, em busca de uma explicação.
Pereci mais ainda, com a solidão assustadora.
Fui ao chão, maltrapilho à sarjeta.
Devasso, ao fundo do poço mergulhado,
Sem forças para reerguer.
Esquecer, quem sabe? Talvez.
Ou continuar na loucura de viver sem você
E deixar terminar o amor
Que resta em mim
E morrer.
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